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Mundo Livre em coletânea
Congresso nacional do futebol e do samba apresenta: Combat Samba e se a gente seqüestrasse o trem das 11? E essa é a coletânea, do selo Deckdisc, que a Mundo Livre SA acaba de lançar. Um projeto pensado há algum tempo já, chega as prateleiras representando os mais de vinte anos de estrada da banda pernambucana, certamente uma das melhores que o estado (e por que não dizer que o país) tem.
A seleção do repertório ficou por conta do amigo Miranda, além da produção da única faixa inédita do álbum. Por sinal, foi Miranda quem produziu o primeiro disco da MLSA, o Samba esquema noise (1994). Combat Samba - título que faz alusão ao disco dos anos oitenta do grupo de punk inglês The Clash, o Combat Rock – conta com 14 faixas. Uma chance pra quem já acompanha a banda recordar o início da carreira de Fred Zeroquatro e seus companheiros e também pros mais novos adeptos conhecerem a história, já que a maioria dos cds da banda estão fora de catálogo. Para isso, também, uma boa pedida é o box Bit lançado em 2004.
O samba sempre foi a alma do negócio; as combinações, o tempero extra... E aí entra rock e influência de Jorge Bem. Agora, na inédita Estela (a fumaça do pajé Miti Subtixxy) o samba se junta com o eletrônico pra continuar a criticar falar dos podres desse mundo sem fronteiras e sem lei, marca das músicas da banda. Aqui, a letra de Zeroquatro discorre sobre patente de novos seres e a biopirataria. Estariam sendo vendidas na internet amostras de DNA de índios brasileiros. E nessa história, o pajé Miti Subtixxy está acompanhado de outros como o Hy- Un- Dai, Cara Jaja, Makyn Thochi e o Caciggy Stardust (esse último, uma inspiração vinda de Ziggy Stardust, de David Bowie).
No encarte de Combat Samba, projeto visual assinado por Jorge Du Peixe e Valentina Trajano, o vocal Zeroquatro comenta cada uma das 14 faixas do disco. Ao que tudo indica, Combat Samba pode ser o ponto de partida para o primeiro dvd da Mundo Livre SA.
Vai na web:
www.myspace.com/mundolivresa
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